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Apresentação pessoal


E aí meu rei? Minha rainha?

Oi, eu sou o Luiz e neste espaço estarei falando um pouco mais das minhas experiências para que em breve possa partilhá-las com vocês!

Um axé.

Iniciei as atividades no turismo em 1996 no setor de transportes. Com veículo próprio, prestei serviços para agencias de receptivo em Salvador, realizei viagens particulares nas mais variadas ocasiões por quase todas as regiões do Brasil.
  
Após algum tempo de atuação, comecei a perceber as carências e necessidades que o setor demonstrava, desta forma busquei especialização, com o objetivo de surpreender sempre na qualidade de serviços prestados ao turista, assumindo assim as exigências que o mercado terminara por revelar.

Durante os anos na faculdade, participei de cursos, palestras e seminários voltados para o setor, conclui o curso de Guia de Turismo certificado pela Embratur, realizei treinamentos e palestras em municípios circunvizinhos à cidade de Salvador e desenvolvi ainda no período acadêmico, o Plano de Desenvolvimento Turístico para o Município de São Francisco do Conde, localizado a 60 km de Salvador. Conclui minha graduação em Turismo e pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior. A partir desta última habilitação, surgiram os convites para ensinar na nova turma do Curso de Guias ministrado pelo Colégio Maria Câncio em parceria com o SINDETUR em 2009, e na faculdade onde me graduei.

Com a experiência adquirida ao longo dos anos atuante no setor é que venho convidá-lo a conhecer comigo a terra da alegria.

Como filho legítimo desta terra, irei recebê-los com o tradicional acolhimento Baiano.

Outro axé!

Luiz Antônio Moraes



FAZENDO A DIFERENÇA
 
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua
equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
"ninguém é insubstituível"..
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o
atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço
e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas,
no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da
"máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para
por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank
Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os
Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein?
Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que
sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto,
são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado
para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e
começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando
no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar
seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso
era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis
paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de
arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus
talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e
voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro .
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as
fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/
técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert
Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na
gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural , os
rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem
homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . .
apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras
moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e
falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a
'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo,
chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza
ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso
fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer
o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é...,
e outras...., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a
isso..., com muita personalidade , determinação e - se puder - paz de
espírito..."



"Se o baiano é ou não uma raça eleita, há controvérsias. Mas que se trata de uma raça privilegiada, não há dúvida." (Nizan Guanaes)


Quando eu conheci Jorge Amado em Paris, ele me levou para almoçar num bistrô perto do seu apartamento no Marais. Ao longo do caminho, fiquei pensando em algo bem inteligente para impressionar o grande escritor. Ao sentarmos à mesa ele disparou:  "Nizan, você já reparou como a bunda da Mãe Cleusa é grande?". A Bahia é assim. Desconcertante.

Pense num absurdo, multiplique por dois: na Bahia já aconteceu. Há em Salvador uma casa funerária que se chama Decorativa e uma companhia de táxi aéreo que se chama BATA (Bahia Táxi Aéreo). É dentro deste espírito esportivo que a Bahia surpreende desde 1500.

Caetano Veloso me disse rindo que os baianos e os judeus se julgam raças eleitas e (sic) que ambos têm razão.

Se somos ou não raça eleita, há controvérsias. Mas que é uma raça privilegiada não há dúvida. Castro Alves, Rui Barbosa, Jorge Amado, Assis Valente, João Gilberto, Caetano, Gal, Gil, Bethânia, Glauber Rocha, Dorival e Nana Caymmi, Raul Seixas. Não pode ser coincidência. Não é.

É fruto da energia que o índio enterrou, que o português descobriu misturado com o axé que o negro trouxe. É essa energia que buscam os cansados, os estressados, os sem esperança, os de alma ou cadeira dura. E a Bahia os acolhe com sua graça e sua benção.

Dianne Vreeland diz na peça Full Gallop, grande sucesso na Broadway, que o azul mais bonito é o céu da Bahia. Tudo na Bahia tem luz, sobretudo as pessoas. Que em sua simplicidade, com sua fé, com suas peles negras e dentes alvos, dançam, cantam e iluminam um mundo rico, mas cada vez mais pobre. Um desses endinheirados, mas pobres de espírito, certa vez resolveu pegar no meu pé, numa festa, e me perguntou: "Se a Bahia é tão boa, porque você não mora lá?". O Orixá me ajudou e eu respondi na lata: "Porque lá eu não me destaco, são todos baianos"...
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